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24.2.16

(fotografias) do frio

Está aqui o Manel a dizer que se prevê um fim-de-semana de frio. Para todos aqueles que reclamam o regresso da época quente deixo por aqui alguma inspiração invernal do (meu) Unsplash. O Inverno pode ser tão bonito! [O Unsplash é um repositório de fotografias de alta qualidade que são disponibilizadas pelos seus autores para utilização livre - tão livre que nem é exigida a referência ao autor (no entanto partilho sempre o nome do artista - é o mínimo que posso fazer para agradecer)]. A minha selecção de fotografias sob o tema "winter":




Fotografias (por ordem): Roxane Clediere | Paul Itkin | Sorina Bindea | John Salzarulo | Maria

4.1.16

best nine

Vi em alguns Instagrams a compilação das nove fotografias com mais likes, das respectivas contas, em 2015. Não resisti a fazer o mesmo, aqui está:





 ... 1. Eu e o Manel no topo do Rockefeller Center, em Nova Iorque. Estamos giros e apaixonados. 2. A minha granola caseira. É mesmo deliciosa. Vou voltar a fazer, fotografar e partilhar a receita por aqui. 3. A nossa casinha: a sala de estar vista da sala de jantar numa quinta-feira - dia em que a Joselita vem cá a casa. 4. Vista da Casa da Guia, em Cascais, no dia em que fomos conhecer a casa nova do meu Pai (entretanto já mudou, continua em Cascais e numa casa mais gira). 5. Vista da piscina na quinta dos pais do Manel onde passámos tantos fins-de-semana de 2015 (na verdade sempre que podemos fugimos para a quinta). 6. Eu, num dos últimos dias de férias de Verão em Porto Covo. 7. Odeceixe, das férias de Verão (estávamos "sediados" em Porto Covo mas demos alguns passeios pela Costa Alentejana). 8. Creio que partilhei esta imagem quando estávamos no aeroporto quase a embarcar para NY - roubei a fotografia do Pinterest e confesso que faltam os créditos. 9. Um autocolante num presente de Natal da minha irmã para mim - na verdade recebi dois presentes da Feliz é quem diz: um avental que diz "Feliz é quem cozinha com amor" e um calendário amoroso para 2016. Vou fotografar e partilhar por aqui. Faltam momentos, faltam pessoas - mas está um mosaico bonito.

19.11.15

frio

Desde segunda-feira que sinto frio. Frio em casa, frio na rua, frio na biblioteca. Depois do verão de São Martinho que se fez sentir por quase duas semanas acho que o frio veio para ficar. E gosto, adoro o frio. Tenho saudades de viver numa casa com lareira. O crepitar, o silêncio lá fora.. Deixo algumas fotografias que retirei do Unsplash - um banco de fotografias de alta resolução para utilização livre (tem fotografias muito boas) - e que vão ao encontro do meu mood de hoje e desta semana.





11.11.15

ferramentas úteis

Hoje fiquei a conhecer uma funcionalidade do Google que é bastante útil para quem lida com fotografia. Pelo ar surpreso de todos na sala (aprendi sobre esta ferramenta no curso de Escrita para Suportes Digitais que estou a fazer) diria que a mesma ainda não é conhecida por muitos - o que me leva a partilhá-la aqui: o Google Imagens permite-nos saber em que sites se encontra determinada fotografia (no entanto, apenas em sites "abertos ao público" - se uma fotografia estiver a ser utilizada no Facebook parece-me que não conseguimos saber). Não sei se a ferramenta foi criada com esses objectivos mas vejo utilidade para (i) quem publica fotografias suas, originais, e pretende controlar se as mesmas estão a ser utilizadas noutros sites sem a sua autorização; e para (ii) quem pretende recorrer a determinada fotografia disponível online e saber a sua origem. Os passos:

Ao entrarmos no Google clicamos em Imagens, no canto superior direito:




De seguida clicamos no símbolo da máquina fotográfica, sem escrever nada no campo de pesquisa:


A partir daqui temos duas hipóteses:
- Ou pesquisamos colocando o link de determinada imagem disponível online:

- Ou pesquisamos carregando uma imagem que tenhamos no nosso computador:
Um exemplo: carreguei a primeira fotografia que utilizei aqui no blog (podem ver aqui) e que retirei de um banco de fotografias de alta resolução (de utilização livre). Eis o resultado: tem sido amplamente usada, por todo o mundo:


Creio que a pesquisa não nos permite saber onde é que determinada fotografia foi utilizada pela primeira vez - mas permite-nos, tal como numa pesquisa normal no Google, seleccionar um "período" específico (nas Ferramentas de Pesquisa). Para quem lida com muitas fotografias numa base diária este sistema poderá ser um pouco moroso (pesquisar fotografia a fotografia) mas poderá ser útil para uma pesquisa pontual :) 

10.11.15

o ano dos workshops

Hoje escrevo esticada em cima da cama - com muita vontade de ceder ao sono mas consciente de que tenho de me aguentar senão logo não durmo (e amanhã tenho de acordar cedo). Esta noite dormi 5 horas - e preciso de dormir um mínimo de 8 horas para os meus dias terem maior rendimento. Acontece-me o mesmo com o exercício físico: tenho outro rendimento e disposição nos dias em que vou ao ginásio e por isso opto por ir logo de manhã, depois do pequeno-almoço, para usufruir desse estado todo o dia. Hoje foi diferente e estou em modo zombie: tive um workshop das 9h às 13h em Belém (leia-se: a uma hora de casa, de autocarro) e ontem tive um jantar com amigos que durou até tarde (para uma segunda-feira).

2015 tem sido, de facto, o ano dos workshops.

Comecei logo em Janeiro com o workshop "Como ler Rótulos" com a Catarina Beato, do blog Dias de uma Princesa. O nome diz tudo: a Catarina (que é tal como a imaginamos, muito terra-a-terra - o workshop é quase uma ida de amigas ao supermercado) desafiou-nos a interpretar os rótulos e informação nutricional dos produtos que consumimos e deu-nos algumas ideias de substituições saudáveis para refeições e ataques de fome (ou ansiedade) ao longo do dia. Foi bom confirmar que já fazíamos algumas opções saudáveis cá em casa (nunca houve sumos, bolachas, snacks salgados ou fritos e já há algum tempo que dávamos preferência a alguns produtos biológicos) mas percebi que ainda podíamos melhorar em alguns aspectos.

Dou um exemplo: gosto muito de pão (pão quentinho com manteiga... Mas a manteiga só muito raramente) e já há muito tempo que comprávamos pão de vários cereais que não trigo, ou não apenas trigo, mas não tínhamos a preocupação de comprar biológico (aparte: deixar o pão branco foi muito fácil, o pão de outros cereais consegue ser tão ou mais saboroso). Passámos a reparar melhor nas embalagens de pão normal, de supermercado: como é que algo tão simples, que só precisa de farinha, fermento e água (e talvez sementes e outras coisas boas) tem uma lista de ingredientes com sete linhas? Onde não sabemos o significado de 90%? Foi apenas um dos exemplos que me deixou angustiada. Rapidamente passámos a comprar pão biológico também (ou a fazer em casa).

Outro exemplo: Adoro legumes e vegetais - crus, assados, salteados - mas sou muito preguiçosa para comer fruta, desde sempre. A preguiça começava logo no acto da compra - não ia muito além de bananas! É outra coisa que tem mudado, para ter uma alimentação mais rica: comecei por me obrigar a comprar frutas variadas e em alguma quantidade. Como são biológicas têm uma vida útil mais curta (não estão carregadas de produtos que as façam durar) e começam a estragar-se mais rapidamente. Como o desperdício é uma coisa que me deixa doente - como, como e como, antes que se estraguem. A técnica está a resultar e posso dizer que é uma questão de hábito, como em tudo na vida. Habituamo-nos a determinados alimentos e não sentimos falta de outros. Como o leite, que não consumo há quase um ano. 

Há outros exemplos e voltarei a escrever sobre isso - e sobre os nossos hábitos alimentares cá por casa. Deixo apenas mais uma ideia e uma frase que a Catarina partilhou connosco: mais importante do que contar calorias é contar nutrientes e basear o plano alimentar no equilíbrio nutricional - e no estilo de vida que levamos, pois a alimentação deverá variar com a prática de exercício físico frequente, por exemplo. A frase é sábia (creio ser um provérbio brasileiro) e é para decorar: "se não tem pai, não tem mãe e não vem da terra - não se come." (produtos naturais versus produtos processados, em terra também se pode ler mar). Vim do workshop a repetir a frase para toda a gente!

Em relação aos restantes workshops que tenho feito: seguiu-se Introdução à Fotografia, Facebook Marketing, Design para Tablets e Smartphones, Facebook Marketing novamente e hoje Escrita para Suportes Digitais (vai alongar-se por três semanas). Tenciono falar um pouco sobre todos, escrever para não esquecer :) Já estou inscrita em mais dois até ao final do ano - Gestão de Comunidades Online e SEO - e ando a namorar uns workshops de cozinha vegetariana, edição de imagem (onde estou a sentir mais dificuldades no campo da Fotografia - daí ainda não ter editado as fotografias de Nova Iorque para partilhar aqui no blog) e food photography, que vão decorrer até ao final deste ano. Companhia, alguém? :)

4.11.15

Nova Iorque, Nova Iorque (preparação)

Não foi uma viagem muito planeada. Bom, minto. Quando estou por detrás há sempre algum planeamento - sou um pouco controladora. O que quero dizer é que não foi planeada com muita antecedência. Queríamos fazer uma viagem este ano, tal como fizemos no ano passado e como esperamos fazer para o ano - uma viagem grande por ano - e tínhamos várias ideias. Quem não tem ideias para viajar? Comecei a fazer as minhas pesquisas online e a pressionar o Manel (desde que voltámos de Marrocos?) que é sempre mais descontraído: já fizeste pesquisas? tens andado a ver viagens? Começaram a surgir algumas ideias: Israel está nos planos há muito tempo, Sri Lanka há algum (mas acho que tem muito potencial para lua-de-mel), Argentina, Peru, Colômbia. Nova Iorque também foi sempre um destino possível mas mais facilmente descartado, com o argumento de que podemos ir a Nova Iorque em qualquer altura/não é uma cidade que vá mudar muito nos próximos anos/pode esperar.

Acontece que no ano passado gostámos de viajar em Outubro e este ano queríamos repetir a época - e começámos a ficar apertados em termos de tempo, para reservas e algum estudo da viagem. Há viagens que exigem maior preparação, maior disponibilidade de tempo para a viagem em si ou para as quais podem existir alturas ideais, nomeadamente por questões meteorológicas, não coincidentes com o que tínhamos pensado. A dada altura, início de Agosto, estávamos bastante entusiasmados com a América do Sul - já falávamos em fazer uma viagem ainda maior, possivelmente duas a três semanas, abrangendo mais do que um país - mas percebemos que devíamos ter começado a tratar de tudo com mais antecedência. São países muito grandes e que para serem conhecidos mais a fundo (sair dos centros urbanos e explorar áreas mais remotas) é necessária alguma preparação logística. A antecedência permite também encontrar opções mais atraentes do ponto de vista financeiro - e estava a parecer-nos tudo um pouco acima do orçamento pensado.

Não ia dar. Estávamos os dois com algum trabalho, ainda teríamos as férias em Porto Covo (sem computador/internet) e achámos que não íamos ter tempo para preparar uma viagem dessa dimensão com cuidado. Não gostamos de fazer as coisas à pressa - e uma grande parte do prazer de viajar está na preparação da viagem, no ainda não fomos mas temos a certeza que vamos, e não quisemos limitar esse prazer para uma viagem dessas. Foi aí que nos lembrámos novamente de Nova Iorque: não é uma cidade que exija muita preparação, basta reservar voos e hotel. É uma cidade para chegar e ficar - não há necessidade de sair - andar na rua e sentir o ambiente. Começámos a ficar entusiasmados, a pesquisar voos e hotéis e foi tudo muito rápido. Tratámos das autorizações para viajar - cidadãos portugueses não precisam de visto para entrar nos EUA mas sim de uma autorização (e de passaporte, claro) - e assim que recebemos a confirmação em como estávamos autorizados a entrar no país marcámos tudo.

Fiquei histérica. Lembro-me perfeitamente do momento: estava sozinha em casa, sentada no sofá da sala com o computador ao colo (costumo ser eu a tratar das reservas e burocracias das viagens - adoro, claro) e a trocar mensagens com o Manel, que provavelmente andava pelo Alentejo ou por Setúbal. Lembro-me de confirmar as datas de ida e regresso uma última vez e de lhe enviar uma mensagem, em letras garrafais, a demonstrar todo o meu entusiasmo por já termos os bilhetes. Iríamos viajar precisamente dentro de dois meses! O tempo passou num ápice mas foi mais do que suficiente para fazermos algumas pesquisas, falarmos com amigos que já tinham ido e viver todo o prazer de sabermos que íamos - o que muitas vezes parece irreal até acontecer mesmo. Fui com grandes expectativas, confesso, e a cidade correspondeu por completo.

Para interessados numa viagem aos EUA: é aconselhável solicitar a autorização para entrar nos EUA antes de marcar viagens e hotéis. O pedido é submetido online, tem um custo de 14 dólares por pessoa e o veredicto é dado dentro de dois a três dias úteis. Não é necessário mais nada. O seguro de viagem ou de saúde/assistência no estrangeiro é facultativo mas normalmente aconselhado pois os cuidados de saúde nos EUA são extremamente caros (há diversos os cartões de crédito que oferecem assistência no estrangeiro, por exemplo). Quanto às nossas reservas: normalmente espreitamos as ofertas das agências de viagem mas temos o hábito de marcar tudo autonomamente, pois costumamos encontrar opções mais em conta/adequadas ao que procuramos. Viajámos na TAP e ficámos num hotel de quatro estrelas muito próximo de Times Square (super promoção do Booking). Pormenores e mais fotografias em breve!

Vista do Top of the Rock - Observation Deck (Rockefeller Center)