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24.4.17

de volta

Foi o período mais longo que estive sem aqui vir desde que o blog existe. Não me esqueci deste meu espaço, senti falta de escrever (sobretudo de registar pensamentos) e houve pessoas (da querida meia-dúzia que o conhece) que me perguntaram: Então e o blog? Nunca mais escreveste. Obrigada Laura, Roxy, Inês, Mãe (e Manel, claro) por perguntarem e insistirem para continuar.


Fotografia de Kalle K | Unsplash

O ano que ficou para trás (falo de 2016) foi um ano de muito trabalho (envolveu mais fins-de-semana at the office do que qualquer outro). Proporcionou-se bastante trabalho extra que, coincidentemente ou não, se encaixou na necessidade que tive de manter a cabeça ocupada e esquecer um bocadinho o que me/nos rodeava.

Nos últimos meses do ano, ou último semestre, encarámos uma situação próxima (não nossa) que nos afectou individualmente e enquanto casal. Foram meses em que vivemos um pouco em modo automático. Creio que o termo correcto é sobrevivemos [releio e parece-me drástica a forma como escrevo. Talvez, mas a verdade é que não fomos nós nesses meses].

Os dias passaram por nós sem que os vivêssemos, era só um dia atrás do outro. Foi uma fase menos boa — e cujo desfecho não dependia de nós. Não justifica a minha ausência, seria uma desculpa fácil, mas explica em parte a falta de vontade para escrever e partilhar. Senti falta mas não tive qualquer vontade de me expor (mesmo que apenas para a querida meia-dúzia).

Entrei em 2017 sem expectativas. Logo eu: pessoa de resoluções, planos e listas. A "poeira assentou" e tem sido um ano calmo, de reencontro. De reencontros. Tenho reencontrado amigos com muito mais frequência (curiosamente sem que o planeasse, tem acontecido) e temos estado, os dois juntos, com mais amigos também. Tem sido muito bom. Tem sido leve.

1.8.16

atalho

Sempre que combino um jantar com a minha amiga Jacinta acabamos, invariavelmente, no Mercado de Campo de Ourique — onde por sua vez optamos sempre pelo Atalho do Mercado. Jantámos juntas há duas semanas atrás e não fugimos à regra. Tendo a ser muito pouco original quando vou a restaurantes que já conheço, optando quase sempre pelos pratos que já experimentei e que sei que vou gostar (boring, eu sei, mas sou feliz assim — tenho a certeza de que acabo satisfeita). Passa-se o mesmo com o Atalho: só conheço o pica-pau e o bife do lombo, ambos no prato (existe a opção no pão para o bife do lombo) e não sei se preciso de conhecer mais, já sou bastante feliz assim :)

Para apreciadores de (boa) carne: vale muito a pena. A carne de vaca é mesmo muito boa (tenra e suculenta), as batatas wedges a acompanhar fazem a diferença e a salada distingue-se pelo tempero e cebola roxa (excelente para quem aprecia) — mas o destaque vai mesmo para a carne, insisto. Quanto ao pica-pau, que experimentei antes, é igualmente bom (rendo-me facilmente quando entra bolo do caco na equação) mas não tão marcante como o bife do lombo. Bons molhos a acompanhar em ambos os pratos. O serviço é neutro (nem simpáticos nem antipáticos) e não é o mais rápido, em contexto de mercado, mas é compreensível (a carne precisa do seu tempo) e vale a pena a espera.

Recomendo. Fico sempre com vontade de voltar.

Atalho do Mercado Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

28.7.16

férias forçadas

Fotografia de Thomas Lefebvre | Unsplash

Viemos passar o último fim-de-semana à quinta. Eu tinha planos por Setúbal e o Manel ficava mais perto do seu destino no Alentejo. Chegámos tarde e fomos direitos à Casa do Mar, um dos nossos restaurantes preferidos, ansiosos que estávamos de algum tempo de qualidade a dois (não é um espaço romântico, até é um pouco barulhento, mas o robalo de mar e o caril de camarão compensam). 

A verdade é que até ao fim-de-semana passado andámos com horários bastante trocados — cada um com o seu trabalho — e vidas quase paralelas com diversos "não esperes por mim para jantar" ou "parece que trabalho no fim-de-semana". Um jantar a dois, de preferência não preparado por nós, era tudo o que nos apetecia para relaxar um pouco.

E correu tudo bem. Sábado, cada um para seu lado: Manel na cortiça e eu com os meus. Domingo idem: Manel na cortiça e eu com os meus (fim-de-semana de mimo em casa da Avó Céu). Tudo apontava para que domingo à noite regressássemos a Lisboa, como sempre — e quase sempre com uma ligeira depressão. Mas não aconteceu. Estamos na quinta desde então, faz amanhã uma semana.

O Manel não se sentiu bem no domingo à tarde, ainda no calor de Coruche. Teve uma viagem complicada (complicada é eufemismo) até à quinta e um final de tarde dantesco. Poupo-vos aos detalhes e vou directa ao assunto: uma crise de pedras nos rins, cujas dores dizem ser semelhantes às de parto. Foi uma estreia mas não foi totalmente surpreendente pois corre na família — e não deixou de ser crítico.

Sim, a fotografia que ilustra este post é todo um contraste

E como disse estamos por cá há quase uma semana — e tirando domingo e segunda-feira, em que teve dores complicadas, os restantes dias têm sido mais calmos. Idas a Lisboa apenas para ir ao médico mas vida centrada por cá. Eu, que só tinha cuecas suficientes para o fim-de-semana e mais um dia — levo sempre uma cueca a mais —, tinha trazido o mac comigo e tenho usufruido do facto de trabalhar remotamente.

O Manel está de férias forçadas. Pode fazer viagens de carro mas nada que implique saltos e movimento, logo está bastante limitado a nível profissional. Eu não estou de férias mas é como se estivesse. Tenho trabalhado normalmente mas a quinta, o campo, Setúbal ou talvez o simples facto de não estar em casa levam a que sinta que estou de férias.

Trabalho as mesmas horas e faço a mesma rotina (vou ao supermercado, cozinho, arrumo, leio, apenas não vou ao ginásio) mas os dias são mais longos. Garanto que são (ou são apenas na minha cabeça). A verdade é que por vezes sinto que Lisboa me (nos) consome. Não tenho dúvida de que me (nos) cansa e que a vida no campo é algo que nos atrai, aos dois. Hoje, com a vida que temos, seria possível — mas e amanhã?

Conclusão: as nossas férias só serão em Setembro mas esta semana, apesar das circunstâncias, foi uma aproximação. E o Manel... Está em stand-by. Sente-se bem, com um ligeiro incómodo que aumenta de cada vez que abusa um bocadinho, mas sempre na expectativa de que as dores possam voltar. Creio que no próximo domingo, ou mesmo antes, voltamos para casa mas... Não me (nos) apetece muito.

26.6.16

o regresso

Quase três meses sem aqui vir. Quase todos os dias me lembro do blog, e do bem que me sabe escrever e ir contando os meus dias. No entanto, creio que quanto mais tempo passa mais difícil se torna o regresso - acontece-me o mesmo com o ginásio, quanto mais vou mais sinto vontade de ir mas quando estou uma semana sem ir o regresso torna-se mais difícil. É (tem sido) o mesmo com o blog. E com a leitura, por exemplo.

Precisava de me orientar na frente profissional. Assumi um novo desafio que me ocupou bastante os primeiros tempos, nomeadamente algumas noites e fins-de-semana, até ganhar um certo à-vontade. Felizmente, já entrou tudo nos eixos e espero retomar alguns dos hobbies que me preenchem, como o blog. Há sempre tanto para contar (e tenho tantas publicações nos Rascunhos, nomeadamente da ida a Nova Iorque, por publicar).

Estou de volta :)

4.4.16

ausência

Still alive, still here, sem tempo para muito além do trabalho. O que é bom, claro - mas estou a falhar noutras frentes. Não me tenho conseguido desdobrar no campo da amizade: não levo uma única combinação até ao fim, cancelo todos os encontros, cafés e copos combinados. Todo o tempo livre é dividido entre Manel, família próxima e ginásio (despertador às 06:50 - não tenho falhado as três idas por semana!). É uma questão de adaptação e eu demoro a adaptar-me, a encontrar o meu ritmo. Espero que entre tudo nos eixos em breve - e voltarei com novidades.

(Entretanto fiz anos! #trintamenosum)

18.3.16

das newsletters


Fotografia de Galymzhan Abdugalimov | Unsplash

Estou há algumas semanas com trabalho mais intensivo durante a semana, o que tem feito com que desligue mais ao fim-de-semana (não totalmente, mas mais, pela minha sanidade) e o que me trouxe de volta o sabor das sextas-feiras - que é maravilhoso. Chegar a sexta-feira à noite é maravilhoso. Esboçando um pequeno exemplo da minha felicidade: hoje, que consegui terminar a horas decentes, fui direita ao frigorífico para celebrar com uma querida mini. Um copo à sexta-feira, tal como a sexta-feira, tem outro sabor.

[No entanto constatei que estamos sem cerveja em casa. Costumamos ter sempre no frigorífico, para uma eventualidade ou para sextas-feiras à noite, mas parece que se acabou. Humm, apetecia-me mesmo. Felizmente há substituições. A garrafa de vodka que um amigo polaco me ofereceu há uns tempos piscou-me o olho e eu pensei why not? Na verdade trabalho com e para russos, parece-me mais que apropriado :) Tudo isto para vos dizer que escrevo com um vodka tónico ao lado]

Tenho sentido que tenho muito para contar mas na realidade os dias têm sido um pouco intensos e chego à noite farta cansada de computador. O Manel é testemunha, há dias em que só me movo entre o escritório, a casa de banho e a cozinha. Acho que o que me safa é o facto de ser bastante organizada. Tenho tudo apontado, para que nada me escape, e faço questão de não deixar questões pendentes ou por resolver para o dia seguinte. Não há nada como adormecer com a sensação de missão cumprida.

Entretanto há uma medida que tenho vindo a tomar ao longo dos últimos dias e que se tem provado oportuna. Acho que vale a pena partilhar por aqui. Às vezes leio - ou melhor, traduzo - artigos com sugestões para aumentar a produtividade (apesar do tom de auto-ajuda, adoro, são sempre divertidos). Uma sugestão comum é: defina três momentos do dia para consultar o e-mail - de manhã, a meio do dia e ao final do dia - para evitar distracções. Pois bem, é algo que não consigo fazer.

Não consigo estar bem com a sensação de será que me disseram alguma coisa? Prefiro ser "interrompida" com mais frequência mas saber que lido com os assuntos no momento - ou que sei o que se está a passar (pode ser um sinal dos tempos, de vivermos tão no imediato, mas na realidade sou assim desde sempre). Como recebo os e-mals em pop-up, estou a trabalhar e aparece-me uma janelinha de lado, com o remetente e assunto, logo consigo perceber do que se trata - e prefiro assim, mesmo que não responda logo.

Acontece que sou (somos) invadidos por newsletters e campanhas publicitárias que fomos subscrevendo, e não subscrevendo, ao longo da vida (ou dos últimos 10 anos, vá) - e mesmo que não abramos os e-mails, acabam por distrair. Solução? Ao longo das duas últimas semanas tenho vindo a fazer unsubscribe a tudo o que são newsletters indesejadas. Se gosto de saber as novidades da Lanidor ou da Women's Secret? Sim, mas não têm de interromper a minha tradução sobre o PSI20. Não combina :)

Posso sempre visitar os sites por iniciativa própria e, para quem não resiste a compras (not exactly me), não faz mal nenhum à carteira não ter lembretes para as novas colecções. Fica a dica! 

15.3.16

a história de quando o manel aprendeu a fazer sopa

É curioso mas tenho sempre vontade de cozinhar à segunda-feira, creio que por ter as baterias carregadas do fim-de-semana. Da mesma forma, à sexta-feira tendemos a fazer coisas mais práticas (pizzas ou tostas caseiras) precisamente pelo cansaço acumulado e preguiça de estar muito tempo na cozinha. Costumamos estar em sintonia :) Mas voltando à segunda-feira, ou a ontem: tinha um enorme saco de cenouras no frigorífico e decidi fazer o creme de cenoura que andava a adiar. Comecei por cortar a cebola, a parte que gosto menos (choro sempre e não gosto do cheiro que fica nas mãos) enquanto o Manel preparava salmão para o jantar. Passei para as cenouras. Ia a meio do saco quando distraída não cortei apenas a cenoura: um pequeno pedaço de polegar da mão esquerda. "Manuuuuu" chamei (entretanto tinha-se escapulido para a sala). Nunca me tinha cortado tão profundamente e vi o caso mal parado - gosto bastante de ver séries passadas em hospitais e já assisti a operações ao vivo (long story) mas sou um pouco mariquinhas sensível comigo, já imaginava o meu dedo a ser amputado. Resultado: fiquei atarantada e desatei num pranto. Tentámos resolver em casa mas acabámos por ir à farmácia (se estivesse sozinha tinha ido a correr para o hospital. Sim, sou essa pessoa).

Na farmácia deram-me um spray cicatrizante e pensos - mas mal olharam para o corte. Voltei refilona e estive toda a noite assim. O meu trabalho é teclar, horas e horas a teclar, preciso das minhas mãos decentes. Foi só o polegar mas influencia tudo - e acima de tudo o humor. Mas bem, regressados a casa, retomámos as tarefas deixadas a meio. Foi nesse momento que o Manel me proibiu de tocar nas cenouras, na faca, e em tudo o resto, assumindo a responsabilidade pela sopa - o que não é nada de extraordinário, pois costuma cozinhar. No entanto, apesar de muito prendado no que toca a petiscos ou pratos de carne e de peixe, há duas coisas que nunca o vi fazer: sobremesas e sopas. Pois bem, ontem foi o dia. Orientei só aqui e ali, nos ingredientes que faltavam, e depois novamente no fim, na parte de passar com a varinha mágica. Resultados: o meu dedo continua por cá, não com grande aspecto e a chatear-me um pouco; o creme de cenoura, que provámos hoje ao almoço, ficou óptimo; e o Manel ficou entusiasmado com a potencial aquisição de acessórios culinários que facilitem a preparação de sopas e afins e protejam os dedos cá de casa. Quase final feliz. Espero que o dedo volte ao normal depressa. Sou péssima doente, admito.

9.3.16

últimos tempos

Nunca andei tão desaparecida daqui. A verdade é que a semana passada foi mesmo muito preenchida com trabalho - com vários trabalhos e muitas horas dedicada aos mesmos - e o fim-de-semana foi passado fora. Adaptação, logística, stress (algum) são as palavras que a definem melhor. Esta semana está a ser bem mais controlada - e até consegui voltar ao ginásio hoje de manhã (não ia desde a segunda-feira passada, há meses que não fazia um intervalo tão grande). Em modo expresso:

Duas conclusões dos últimos tempos: (i) o ginásio faz-me uma falta tremenda - já por aqui disse que a energia, e a capacidade de trabalho e de foco, são muito superiores nos dias em que vou de manhã ao ginásio (é mesmo incrível); e (ii) tinha saudades de ter um grande volume de trabalho em mãos - quanto mais trabalho mais me apetece trabalhar. Sempre gostei de trabalhar (e não tenho estado parada) mas a dose dos últimos tempos reforçou o feeling.

Três verdades cruas dos últimos tempos: (i) estive sem sair de casa entre segunda-feira às 9h e quinta-feira às 16h (true story, acho até que empalideci); (ii) houve dois dias em que não tomei banho - luxos (?) de quem trabalha em casa (calma: higiene básica e mudança de roupa garantidas); e (iii) houve dois dias em que trabalhei todo o dia de pijama - acho que nunca o tinha feito e não gostei. Parece-me, sinceramente, que bloqueia a produtividade.

Por hoje é tudo. Volto amanhã.

[Não Inês, não sou eu na fotografia - mas podia ser, é o que mais tenho feito nos últimos tempos: teclar, teclar, teclar] - Fotografia de William Iven | Unsplash

29.2.16

14 horas

Levantei-me às 7:10 para ir ao ginásio. Pequeno-almoço reforçado e segui mas não fiz tudo o queria. Costumo ir um pouco mais tarde e faz a diferença: quanto mais cedo - ou quanto mais tarde - mais lotado. Entretanto, estou em frente ao computador desde as 9 (são 23:05). Almocei e lanchei em frente ao computador. Fiz pausas para encher a garrafa de água, ir à casa de banho e fazer duas chamadas-relâmpago.

Não é nada de novo, já o fiz diversas vezes, e não estou cansada (a prova é que ainda vim aqui, ao meu-querido-blog, dar notícias). É apenas um pouco assustador por ainda ser apenas segunda-feira. É assustador por ser um mundo novo (com responsabilidades novas) mas é também entusiasmante. É um assustador bom. Sou um pouco bipolar nestas coisas.

É provável que ande mais desaparecida estes dias.
Mas volto :)

23.2.16

do fim-de-semana

Passámos o fim-de-semana no Alentejo. O Manel é visitante assíduo mas eu não ia além de Setúbal desde o ano passado - e andava com saudades. Seguimos apenas no sábado ao final da manhã (tivemos um jantar de amigos na sexta-feira à noite), parámos para um almoço tardio em Alcácer do Sal (estava um sol muito quentinho para Fevereiro) e seguimos caminho. Algumas paragens e chegámos ao destino ao final da tarde. Acendemos a lareira. Silêncio total, apenas o crepitar da lenha. Perfeito. Jantar tardio e séries pela noite dentro. Adormeci no sofá.

No domingo acordámos tarde - tarde para quem quer aproveitar o dia. Andávamos com os horários trocados há já algum tempo e precisávamos de dormir. Depois de algum stress com um esquentador a teimar em não trabalhar - mas acabámos por conseguir tomar banho com água quente - passei a tarde a ler. A tarde toda. Só fiz uma pausa para almoçarmos no meio do campo mas depois voltei ao meu livro, à lareira. Horas a fio, sem vontade de parar. Na verdade nunca tenho muita vontade de voltar para Lisboa ao domingo - e a visão da casa virada do avesso não ajudou* - por isso tardámos o regresso ao máximo.

Creio que já por aqui disse que cresci no campo. No ar puro, na liberdade de movimentos, no silêncio-apenas-cortado-por-sons-da-natureza. O Manel também. Temos sempre vontade de fugir de Lisboa ao fim-de-semana e às vezes brincamos com a ideia de fuga permanente. Neste momento seria possível, em termos profissionais, para ambos mas a vida é tão volátil - amanhã pode ser indispensável estarmos em Lisboa. Não sei. Não sabemos. Não nos vejo a tomar essa decisão tão cedo, nem sei se a tomaremos algum dia, mas gosto muito de sonhar com uma casa na planície.






Fotografia de Alice Hampson | Unsplash

* Não, as obras não terminaram na sexta-feira. Creio que terminam hoje, terça-feira, mas não estou certa. Na verdade não sei, escapuli-me ontem e hoje para a biblioteca e o Manel ficou a comandar as tropas. Novidades em breve, espero.

18.2.16

da pele

Nunca fui preguiçosa com cremes - uso creme hidratante no corpo todos os dias depois do banho desde adolescente - mas acho que fui, durante tempo demais, desatenta a determinados pontos do corpo e pouco exigente com os produtos utilizados. 2015 foi um ano de mudança nesse sentido: percebi que andava a saltar alguns rituais e cuidados, nomeadamente a hidratação do rosto, e que não andava a investir nos produtos certos para o corpo e cabelo (recorrendo a gamas de supermercado).

Foram diversos os momentos em que se deu o clique mas creio que a mudança derivou essencialmente do facto de me ter tornado freelancer. Estou mais disponível - o que não é sinónimo de diminuição de volume de trabalho, provavelmente até trabalho mais, mas sim de predisposição. Não me sinto mentalmente cansada, não enfrento transportes públicos e trânsito (ganhei, pelo menos, mais uma hora por dia) e tirando alguma ansiedade pontual pela inconstância da vida freelancer parece que o mundo não me pesa tanto nos ombros.

Passei a ter outra disposição para cuidar mais de mim - e passei a estar mais atenta (até atenta de mais mas é conversa para outro post). Acabei os cremes e champôs que tinha (sou anti-desperdício), fiz algumas pesquisas e tenho vindo a fazer algumas aquisições, apostando em marcas de farmácia ou gamas profissionais. No aeroporto em Nova Iorque, por exemplo, aproveitei para comprar alguns produtos da Clinique - marca americana, logo mais baratos por lá.

A verdade é que até há pouco tempo tinha apenas a preocupação de remover a maquilhagem à noite. Ponto. Não hidratava a pele a seguir, antes de me deitar, nem de manhã, antes de me maquilhar. Isto durou alguns anos... Mas há alguns meses que limpo e hidrato, religiosamente, de manhã e à noite e noto diferenças: a pele está mais cuidada e uniforme e já nem sequer sinto tanta necessidade de usar maquilhagem (também porque estou em casa, mas acabo por sair sem maquilhagem).

Entretanto tenho alguns cremes a chegar ao fim e hoje encomendei alguns produtos da Caudalie, marca francesa que nunca experimentei. É um pouco mais acessível que a Clinique e privilegia activos naturais (não tem nada de parabenos e afins). Fiz algumas pesquisas online - quem me conhece sabe que sou muito forreta poupadinha e que faço sempre pesquisas antes de comprar seja o que for, online ou não - e partilho alguns links úteis:

No KuantoKusta é possível comparar os preços dos mais variados artigos, não só de produtos de beleza, e encontrar o fornecedor mais barato (normalmente acrescem os portes de envio, é necessário ter atenção). No Dermclick há promoções com frequência, nomeadamente no caso da Caudalie, e os portes são gratuitos em compras acima de 30€. No próprio site da Caudalie os portes também são gratuitos em compras superiores a 50€. A ideia é comparar e procurar a opção mais vantajosa - pode não ser sempre a mesma.
Fotografia Caudalie
[uma das minhas aquisições de hoje - prometo feedback]

17.2.16

eram apenas pequenos arranjos

Estamos em modo se-não-os-vences-junta-te-a-eles. Já desisti de mudar de sapatos entre as divisões em obras e as divisões livres e já há pegadas brancas por todo o lado mas não há mesmo nada a fazer. Como é que pequenos arranjos fazem tanto pó? Os móveis da cozinha e do escritório estão totalmente cobertos por uma camada branca - e ainda falta entrarem no nosso quarto.

Entretanto percebemos que a previsão de três dias de obras era irreal, irão demorar um pouco mais. Estou a tentar levar tudo com alguma tranquilidade, apesar de estar a trabalhar ao mesmo tempo e no mesmo espaço (e de ouvir mais obras no prédio). No fundo tenho consciência de que foi a melhor altura para o fazermos - no Verão, com calor, seria pior.

O novo plano é que terminem tudo até sexta-feira. O Manel acha que irá demorar mais mas eu sou mais optimista. No fim-de-semana fugimos para sul, a Joselita (por enquanto ainda a temos) passa por cá no sábado e quando voltarmos no domingo à noite teremos a nossa casinha de volta: renovada, arrumada e limpa. Plano perfeito. Fingers crossed

Fotografia de Nolan Issac | Unsplash

15.2.16

últimas





Fotografia de Matt Popovich | Unsplash

O post de hoje sai em modo expresso:

Estive em clausura, de quinta-feira a sábado, de volta de dois trabalhos (saí apenas na sexta-feira de manhã para ir ao ginásio e fui fazendo pausas para refeições e lanches - pausas demais). Sábado à noite, com tudo entregue, desafiei o Manel para um copo no Lx Factory. Acabámos a cear bolo de chocolate no 1300 Taberna. Tão giro o espaço - arquitectura industrial - e tão bom o bolo.

O Pedro aceitou o desafio (e eu engoli em seco). Espreitei o calendário de provas do Correr Lisboa (o nome induz em erro, o site apresenta provas previstas de Norte a Sul do país) a ver se encontrava algo de pequena dimensão para uma experiência antes dos 10 km. Pareceu-me ser tudo de 10 para cima: 10 km, 21 km, 25 km, 50 km, 100 km (?). Entretanto vou precisar de uns ténis decentes!

Hoje estamos com obras no prédio - já houve tantas obras desde que sou home-based freelancer... - e desta vez também contribuímos para o caos. Estamos com pequenos arranjos cá em casa (mudar o papel de parede da cozinha, entre outras coisinhas) e hoje estou em modo baby sitting dos senhores responsáveis pelas obras. Amanhã fica o Manel (não me concentro com martelos).

Fiquei a saber que vai sair mais um livro de Harry Potter - e fiquei histérica. Combinei com a minha amiga Laura lermos o livro em simultâneo (cada uma em sua casa, vivemos em países diferentes) tal como fizemos com os livros do Senhor dos Anéis há... 15 anos atrás? Falando de amigas: a minha amiga Jacinta vai casar (o dia dos namorados tem destas coisas) o que significa que eu e o Manel voltaremos ao Funchal em 2017.

A minha vida está em stand-by total. A qualquer momento posso ter novidades e ao mesmo tempo pode não mudar nada. Acho que estou confortável com isso, quase tranquila, pela primeira vez desde que sou freelancer. Demoro a adaptar-me mas penso que estou, finalmente, a aprender a conviver com a incerteza. Ou então estou apenas bem disposta? Veremos :)

Entretanto passei mais um TPM com distinção! Para quem não percebe esta afirmação há esclarecimentos aqui e aqui.

Por hoje é tudo. Amanhã volto com mais calma.

5.2.16

correr (a continuação)

Confirma-se: voltei a correr 30 minutos, a 8.5km/hora - aumentei durante uns minutos para 9km/hora mas não aguentei muito. [Para quem se sentir perdido ler este post]. Não sinto que seja fácil. É um misto. Há períodos que demoram mais a passar que outros (logo os primeiros minutos, por exemplo, e depois entre os 15 e os 20 minutos) e há momentos em que ganho mais energia, como quando sei que está quase a acabar. Também há uma relação entre a facilidade de estar a correr e o meu nível de distracção. O ginásio tem televisões mesmo em frente às passadeiras e costumo correr com phones nos ouvidos, a ouvir as notícias. Quando passam notícias de futebol, que não tenho interesse em ouvir, a corrida pesa mais. Quando são outras notícias - hoje falava-se no orçamento de Estado, por exemplo - distraio-me do facto de estar a correr e o tempo passa depressa. Acho que a dificuldade, e o suposto cansaço, também são psicológicos.

Mas bom, ontem disse que estava com uma ideia na cabeça e que daria novidades. Pois bem: fiquei entusiasmada com o facto de ter corrido 30 minutos e ando aqui com a ideia de que quem corre 30 corre 60. [Onde é que me vou meter?]. E que se em 30 minutos corri quase 5km em 60 minutos devo conseguir correr 10km. E há tantas provas bonitas de 10km. Assim de repente lembro-me de ouvir falar na São Silvestre, em Lisboa, que é sempre no final do ano - o que me daria tempo para treinar para os 10km em 60 minutos, até porque preciso de treinar na rua, em estrada (até agora tenho sido sempre levada pela passadeira e imagino que seja mais fácil). A verdade é que lido bem com objectivos e parece-me que ter uma corrida específica em mente será uma motivação. Outra será ter companhia - para planear, para treinar e para a corrida final - e sei exactamente quem poderia alinhar nisto...

Pedro Castro (para quem não conhece é o meu cunhado, marido da minha irmã) desafio-te a participar comigo numa prova de 10km lá para o final do ano.

Pronto. It's out there. Não há volta a dar.






Fotografia de Martins Zemlickis | Unsplash

4.2.16

correr

Na segunda-feira aconteceu algo inesperado: consegui correr durante 30 minutos (velocidade de 8,5 km/hora). Não sei se foi da pizza do jantar de domingo (mais energia? Talvez tenha exagerado: estava óptima, caseira e biológica), se da minha amiga Inês estar a correr na passadeira ao lado (nunca tinha corrido com companhia, se é que se pode considerar "companhia" entre passadeiras) ou se o exercício físico frequente tem contribuído para aumentar a resistência (imagino que sim - e que seja esta a razão). A verdade é que nunca tinha corrido mais de 20 minutos - e acabava sempre "morta".

Não fiz muito alarido, pensei que pudesse ter sido apenas um rasgo de energia. Ontem, quarta-feira (tenho procurado ir ao ginásio três vezes por semana, segunda, quarta e sexta) repeti o feito. Confesso que não sou a maior amante de corrida e nem sequer tenho uns ténis adequados - mas adoro a sensação no final: o corpo quente, o cabelo e a roupa a pingar (suo bastante) e a sensação de que consigo conquistar o mundo. A verdade é que fiquei entusiasmada e estou aqui com uma ideia... Mas quero testar-me uma vez mais. Amanhã, 30 minutos, novamente.

Darei notícias.

perfumes (de homem)

Eu e a minha irmã herdámos da nossa mãe uma paixão por perfumes de homem. Lembro-me de nas manhãs de fim-de-semana nos agarrarmos ao pescoço do nosso pai com um o pai cheira tão bem. Na verdade ainda o fazemos. O nosso pai derretia-se [o que continua a acontecer].

Sou fiel ao j'adore há anos e penso que nunca compraria um perfume de homem para mim mas nos dias em que o Manel está longe e nem nos cruzamos de manhã - como hoje, saiu antes das 7h para o Alentejo - não resisto a usar o seu perfume. Além de adorar o odor sinto-o mais perto, comigo, ao longo do dia.

29.1.16

downton abbey

Tenho um gosto eclético no que toca a séries: vi (e revi) todas as temporadas de Sex and the City e de Grey's Anatomy. Vi todas as temporadas de How I Met Your Mother. Vi Castle e Modern Family durante algum tempo e alguns episódios de Dr. House. Ah, há muitos anos também vi Heroes (hoje penso: como?) e há pouco tempo vi, com o Manel, Les hommes de l'ombre (os Influentes, passou na RTP2). Tudo isto espaçado em anos e, tirando a última, sempre em streaming.

Entretanto o Manel aderiu ao Netflix. Vimos a primeira temporada de Narcos e há uma semana atrás começámos a ver Downton Abbey. Já vimos a primeira temporada toda - é curta - e já estou cheia de pena por saber que são apenas seis. Sim, é um pouco "novela" mas bem disfarçada e na verdade prende. Ao final do dia já estou a pensar no episódio que vamos ver à noite (e apetece sempre ver mais do que um). Tenho a certeza de que vou ter saudades das personagens quando acabar... O Mr. Bates. A Anna. O Carson. A Lady Mary.







Fotografia Google Images

Fica a sugestão. Pequeno detalhe: o primeiro mês de Netflix é gratuito e sem compromisso :)

26.1.16

a granel

Hoje visitei a Casa a Granel. O nome não deixa lugar a dúvidas: é uma loja onde se vendem produtos (sementes, frutos secos, farinhas, cereais, entre outros) a granel. Li sobre a mesma na New in Town, espreitei a página de Facebook e hoje, finalmente, passei por lá. Fica mesmo em frente à Igreja do Santo Condestável, ao lado do Mercado de Campo de Ourique (que é o meu bairro).

O grande destaque da loja é a variedade: tem as paredes cobertas com dispensadores. É verdade que a oferta a granel está a voltar (e só encontro benefícios, tanto no combate ao desperdício alimentar como na protecção do ambiente) mas é ainda bastante limitada. Recorro sempre ao Brio que, em comparação com a Casa a Granel, tem uma oferta muito inferior (provavelmente por fornecer apenas produtos biológicos).

A Casa a Granel tem produtos biológicos e não-biológicos (e estes, na sua maioria, de origem natural: livres de todo o tipo de aditivos químicos e produzidos de forma tradicional, apenas sem a certificação biológica). Fiquei surpreendida com a oferta e encontrei produtos que procurava há algum tempo (como arandos desidratados). Cumprindo o prometido comprei nozes de macadâmia e castanhas do maranhão.

Estive bastante tempo à conversa com o dono - que se interessa por tudo o que está por detrás dos produtos que vende (que benefícios oferecem, como devem ser utilizados) e faz questão de o partilhar com os clientes. A Casa a Granel é a verdadeira loja de bairro, de comércio tradicional. É simples e despretensiosa mas não deixa de ser acolhedora. No fundo, também são as pessoas que fazem os sítios.


Fotografia do meu Instagram

21.1.16

sim, ontem estava rabugenta

Ainda agora disse aqui que ontem estava rabugenta: saíram os resultados do tal concurso público e, como previsto, não tinha mesmo corrido bem. No fundo tinha alguma esperança, porque sou naturalmente optimista.. Fiquei momentaneamente triste mas depois agarrei-me ao trabalho e desvalorizei. Quero pensar que se não correu bem é porque não era suposto e porque é necessário espaço (e tempo) para que algo melhor aconteça. Não é acreditar no destino, é acreditar no equilíbrio. Há a possibilidade de estar a enganar-me a mim própria mas por enquanto vou continuar a pensar assim.

[E hoje acordei muito mais bem-disposta]

responder (sempre)

Das coisas que não compreendo: pessoas que não respondem a mensagens ou e-mails (profissionais). Não insisto numa resposta dentro de 24 horas e nunca em período de férias ou fins-de-semana. Falo de resposta - responder, efectivamente, a quem aguarda - em dias úteis e, pelo menos, em 48 horas. Dois dias. Parece-me razoável, tanto para quem escreve como para quem aguarda.

É algo que me ultrapassa, principalmente quando é do interesse da pessoa envolvida (e que não responde). A não ser que algo de transcendente se passe na vida da pessoa em questão - e acontece, naturalmente - não encontro razão. Melhor, encontro: é falta de educação e de profissionalismo. Até porque há sempre a possibilidade de telefonar e resolver o assunto (responder) em segundos. Não deixar pessoas à espera.

[Confesso que pensei em escrever este post ontem, estava mais rabugenta. Hoje acordei bem-disposta mas achei que devia escrever na mesma. Aplica-se: ainda não me responderam.]